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Joana D’Arc, de heroína a Santa protetora da França

30 de maio de 2018

Por Rogerio Moreira

Passeando pela famosa Rue de Rivoli, na Place des Pyramides, em frente ao Hotel Regina, você encontrará a estátua eqüestre dourada de Joana d’Arc (foto que ilustra este post), santa protetora da França, obra de de 1874 assinada por Emmanuel Frémiet.

Além dessa estátua, existem outras três outras homenageando a santa em Paris: uma em frente à Sacre Coeur, outra no interior da Notre Dame e a terceira na Place Saint-Augustin, em frente a igreja Saint-Augustin, no 8° arrondissement.

Coloco aqui, um resumo de sua história

Joana d’Arc nasceu em 6 de janeiro de 1412, em Domremy, filha de camponeses. Em 1425 estava em andamento a Guerra dos Cem Anos entre França e Inglaterra, e os Ingleses haviam invadido grande parte do território Francês, chegando até a Orleans. Foi quando a jovem camponesa teve a primeira de uma série de visões de São Miguel, onde ele aparecia trajando armadura e a cavalo. Nestas visões ela era exortada a orar e preparar-se para uma difícil missão: Ela deveria expulsar os ingleses de Orleans, libertar e unir a toda França, o que só poderia ser conseguido quando o herdeiro Carlos VII fosse coroado rei na Catedral de Reims.

Eram tarefas quase impossíveis, principalmente para uma jovem. Mas em pouco tempo a menina já era conhecida como a Donzela de Orleans e as histórias de suas visões corriam de boca em boca, não tardando a chegar aos ouvidos do rei Charles II, o qual mandou chamá-la. Após a audiência, o rei estava convencido da veracidade de suas palavras e de sua fé e concedeu-lhe uma armadura, cavalo, a chefia sobre um grupo de soldados, e a enviou a Orleans, com a missão de juntar-se ao exército e combater os Ingleses. Como brasão, Joana adota para seu grupo de guerreiros a imagem da Flor de Lis acompanhada das palavras Jesus e Maria.

Em 8 de maio de 1429, tendo Joana D’Arc à frente, os franceses conseguem uma grande vitória, e aquela jovem passa a ser saudada como heroína. Daí em diante novas vitórias acontecem, sempre sob o comando e orientação da Donzela de Orleans. Em 18 de junho do mesmo ano os Ingleses sofrem nova derrota em Patay, abrindo caminho para sua derrota definitiva. Finalmente, em 17 de julho de 1429, na Catedral de Reims, Carlos VII é coroado Rei da França. Estava cumprida a missão de Joana.

Deste dia em diante, porém, tudo começa a mudar. Em maio de 1430 Joana é aprisionada pelos ingleses, em Compiègne. Em novembro de 1430 Joana é levada para a cidade de Rouen, ainda controlada pelos invasores, e é iniciado contra ela um processo. Suas visões e sua fé são questionadas, e ela é acusada de bruxaria e heresia. Os ingleses querem um pretexto para vingar-se daquela que era a razão principal de sua derrota. Ao mesmo tempo os franceses não se movem para resgatá-la. Joana é considerada culpada, e como era costume entre as condenadas por bruxaria, sua pena é a morte pelo fogo. Em 30 de maio de 1431 ela é presa em uma estaca na praça central de Rouen, e os soldados ingleses ateiam fogo à sua volta. Mesmo prestes a morrer Joana recusa-se a renegar sua fé.

Neste dia Joana entrava para a história como mito, inspiração e santa. A jovem camponesa de 20 anos incompletos, tendo como arma principal sua fé, havia se tornado respeitada e guiado o exército da França em sua luta pela liberdade. Hoje, Joana D’Arc é considerada a maior heroína francesa e seu nome, imagem e história estão presentes em todo o país.

A revisão do seu processo começou a partir de 1456, quando foi considerada inocente pelo Papa Calisto III, e o processo que a condenou foi considerado inválido, e em 1909 a Igreja Católica autoriza sua beatificação. Em 1920, Joana d’Arc é canonizada pelo Papa Bento XV.

O dia 30 de maio, dia de sua morte, é dedicado a Joana D’Arc, santa padroeira da França.

Confira um resumo da história de Joana D’Arc em 4 minutos, no vídeo abaixo:

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