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A fantástica Basílica de Saint Denis

20 de novembro de 2015

A Catedral Basílica de Saint Denis (em francês: Cathedrale Royale de Saint-Denis, ou apenas Basilique Saint-Denis, antigamente chamada de Abbaye de Saint-Denis) uma ampla igreja abacial na comuna de Saint-Denis, atualmente um subúrbio ao norte de Paris.

A igreja foi nomeada catedral em 1966 e a residência do Bispo de Saint-Denis, Pascal Michel Ghislain Delannoy. O edifício de importância ímpar histórica e arquiteturalmente.

Fundada no século VII por Dagoberto I onde São Denis, um santo padroeiro da França, foi sepultado, a igreja se tornou um local de peregrinação e o mausoléu dos reis franceses. Quase todo rei do século X ao XVIII foi sepultado lá, assim como muitos dos séculos anteriores. (A igreja no foi utilizada para a coroação de reis, este papel sendo designado Catedral de Reims; no entanto, rainhas eram comumente coroadas lá). No século XII o Abade Suger reconstruiu partes da abadia usando inovadas características estruturais e decorativas, que foram extraídas de uma série de outras fontes. Ao fazer isso, ele afirmou ter criado o primeiro edifício verdadeiramente gótico. A nave do século XIII da basílica também o protótipo do estilo gótico radiante, e forneceu um modelo de arquitetura para catedrais e mosteiros do norte da França, Inglaterra e outros países.

Saint Denis - La Basilique

A abadia onde os reis da França e suas famílias eram sepultados através dos séculos e , portanto, muitas vezes referida como o “cemitério real da França”. Todos, exceto três dos monarcas da França do século X até 1789 tem seus restos mortais lá. Alguns monarcas, como Clóvis I (465-511), não foram originalmente sepultados neste local. Os restos mortais de Clóvis I foram exumados da espoliada Abadia de St Genevieve que ele mesmo fundou.

A abadia contém bons exemplos de túmulos. As efígies de muitos dos reis e rainhas estão em seus próprios tímulos, mas durante a Revolução Francesa estes foram abertos por trabalhadores sob ordens de oficiais revolucionários. Os corpos foram removidos e despejados em dois grandes fossos próximos e dissolvidos com cal. O arqueologista Alexandre Lenoir salvou muitos dos monumentos dos mesmos oficiais revolucionários reivindicando-os como obras de arte para o Musée National des Monuments Français.

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Os corpos dos decapitados rei Lus XVI, sua esposa Maria Antonieta, e sua irmã Madame Elisabete não foram inicialmente sepultados em Saint-Denis, mas sim no adro de Madeleine, onde foram cobertos com cal virgem. O corpo do jovem Lus XVII de França, que faleceu de uma enfermidade, foi enterrado numa cova anônima num adro parisiense perto da Torre do Templo.

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Napoleão Bonaparte reabriu a igreja em 1806, mas permitiu que os restos mortais reais fossem deixados em suas valas comuns. Durante seu exílio em Elba, os Bourbons restaurados ordenaram uma busca pelos cadáveres de Lus XVI e Maria Antonieta. Os poucos restos encontrados, alguns ossos que presumivelmente eram do rei e um amontoado de matria cinzenta contendo uma cinta-liga, foram encontrados em 21 de janeiro de 1815, trazidos a Saint-Denis e sepultados na cripta. Em 1817, as valas comuns contendo todos os outros restos mortais foram abertas, mas foi impossível distinguir qualquer um da coleção de ossos. Os restos foram então depositados em um ossário na cripta da igreja, atrás de duas placas de mármore com os nomes de centenas de membros das sucessivas dinastias francesas que foram enterrados na igreja devidamente registrados.

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O rei Lus XVIII, após sua morte em 1824, foi sepultado no centro da cripta, próximo aos túmulos de Lus XVI e Maria Antonieta. Os caixes dos membros da família real que morreram de 1815 a 1830 também foram colocados nos jazigos. Sob a direção do arquiteto Eugne Viollet-le-Duc, famoso por seu trabalho na Notre-Dame parisiense, os monumentos que foram levados ao Museu de Monumentos Franceses retornaram à igreja. O cadáver do rei Lus VII, que foi enterrado na Abadia em Saint-Pont e cujo túmulo não foi tocada pelos revolucionários, foi trazido a Saint-Denis e sepultado na cripta.

Em 2004, o corao mumificado do Delfim, o garoto que teria sido Lus XVII, foi selado dentro da parede da cripta.

Endereço:
1 Rue de la Légion d’Honneur, 93200 Saint-Denis, Paris

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