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Paris Sempre Paris

5 dicas de leitura para conhecer Paris de verdade

11 de janeiro de 2018

Por Rogerio Moreira

Me lembro da primeira vez que estive em Paris e fiquei impressionado como existem histórias escondidas (e as vezes até secretas) em cada cantinho da cidade. A cada monumento, a cada prédio e a cada esquina que eu passava descobria que ali havia acontecido algo de muito valioso para a história.

Quando retornei ao Brasil, comecei a pesquisar livros que me trouxessem mais e mais conteúdo sobre tudo aquilo que eu havia conhecido de forma superficial. Em minhas buscas encontrei diversos livros que contam a história de Paris sob diversos aspectos, desde o período romano, passando pelas invasões vikings, as revoluções populares e as transformações arquitetônicas e culturais ao longo de mais de dois séculos. Reuní neste artigo, cinco publicações para quem realmente gosta de história e quer estar melhor preparado para sua próxima visita à cidade. Tenho certeza que seu roteiro turístico irá mudar após tantas histórias que você nem imaginava existir. Boa leitura!

A história secreta de Paris
2011 – Andrew Hussey

Paris é a cidade das luzes e da escuridão; um lugar famoso por ser o epicentro de revoluções e reinvenções sem fim, que atrai para suas ruas vibrantes, desde sempre, tanto os mais elevados como os mais baixos ideais. Em A história secreta de Paris, o jornalista Andrew Hussey apresenta uma infinidade de personagens cujas histórias deram forma àquilo que vem à mente quando se fala de cidade: as tribos politeístas no caminho do império romano, os flaneurs do século XIX, vagando sem motivo pelas ruas retraçadas por Haussman; os sobreviventes e as vítimas de incontáveis massacres e pestes; os idealizadores da catedral de Notre Dame, e as orgias que eram organizadas ali até meados do século XVI; os combatentes que tornaram o rio Sena vermelho de sangue no dia São Bartolomeu, em 1572; Marcel Proust, Céline, Édith Piaf, Michel Houllebecq. Viajando através de séculos, movimentos culturais e políticos, palácios e cabarés, catedrais e inferninhos punk, Hussey revela os pontos mais obscuros e marginais da história rica, exótica e muitas vezes picante da cidade mais amada do mundo.

A Invenção de Paris. A Cada Passo Uma Descoberta
2017 – Eric Hazan

O que as esquinas, as muralhas e as calçadas de Paris contariam, se pudessem falar? E quanto aos ilustres e anônimos que viveram, sonharam e morreram nessas ruas, que tipo de cidade eles cantariam se suas vozes ainda ressoassem pelos séculos? Todas essas vozes, histórias, glórias e tragédias estão em A invenção de Paris – A cada passo uma descoberta, do historiador francês Eric Hazan.

Com faro de contador de histórias e rigor de pesquisador, Hazan faz em seu livro uma biografia afetiva e “anti-oficial” de Paris, passo a passo, século a século, revivendo a história oculta (e, não raro, sangrenta) da capital francesa. O autor produz essa história com base em seu extenso conhecimento da cidade – e também recorrendo aos grandes literatos e artistas que passaram por suas ruas: do épico Victor Hugo ao flâneur poético Baudelaire, das telas de Manet e Degas aos lendários cliques de Brassaï, Atget e Doisneau.

O livro se divide em três partes, sempre pontuadas pelas frases das figuras históricas convocadas por Hazan.

Paris Biografia de uma Cidade
2009 – Colin Jones

Este inclusive estou lendo no momento.
Paris testemunhou mais acontecimentos importantes do que qualquer outra grande cidade, desde guerras, terror e invasões até grandes levantes políticos e revoluções artísticas. Foco de inúmeras gerações de admiradores e detratores, a cidade evoca imagens vívidas até mesmo naqueles que nunca lá estiveram. Nenhum lugar na Terra foi mais percorrido e mais imortalizado pela literatura, pelas artes plásticas, pelo cinema, pela fotografia e pela música.

Nesta rica e extremamente divertida obra, Colin Jones expressa uma ideia da cidade de Paris tal como ela foi vivida, experimentada e imaginada ao longo dos seus dois mil anos de história. Com um olhar atento para o detalhe revelador, inusitado e por vezes horrível, ele conduz o leitor pela Paris dos romanos até os dias de hoje, recriando os altos e baixos do passado da cidade e seus habitantes. Estão aqui todas as grandes Paris: o formidável centro de estudos da Idade Média; a feroz arena da Guerra dos Cem Anos e das guerras religiosas; o coração da cultura europeia, do Iluminismo e da moda; o epicentro da Revolução Francesa – com suas ruas ensangüentadas –, do Terror e da ambição napoleônica; a efervescente e febril cidade oitocentista de Balzac, Manet, Baudelaire e Zola; a capital imperial atingida por duas guerras mundiais e pela ocupação nazista; o agitado centro urbano das barricadas das manifestações estudantis de maio de 1968; a próspera capital contemporânea, sempre metamorfoseando-se sob o peso do seu passado histórico; e a cidade do futuro no coração da Europa, com seus problemas e desafios.

Atento tanto ao ambiente urbano quanto às experiências e às histórias daqueles que lá viveram ou que por lá passaram, abordando de celebrados restaurantes às catacumbas e à Torre Eiffel, Paris: Biografia de uma cidade é o relato histórico mais abrangente disponível sobre o passado da Cidade Luz. Repleto de curiosidades pouco conhecidas, será motivo de celebração não apenas para os amantes da história, mas também para os obcecados contumazes pela capital, para os visitantes de primeira viagem e ainda mais para aqueles que conhecem apenas por reputação a cidade universalmente amada.

Paris – Retrato de uma cidade
2013 – Vários Autores

Cidade construída sobre dois milênios de história, Paris agora está entrando no terceiro século de seu caso de amor com a fotografia. Nas margens do rio Sena, onde Niépce e Daguerre (considerados os pais da fotografia) oficialmente lançaram as bases de uma nova arte, que continuou a florescer desde então, e tem desenvolvido a sua própria língua e muito característico, bem como tornar-se uma ferramenta vital para o conhecimento. Paris, retrato de uma cidade mostra séculos de história e transformação da cidade a partir de fotografias, desde os primeiros daguerreótipos (antigo aparelho fotográfico inventado por Daguerre 1787-1851, físico e pintor francês, que fixava as imagens obtidas na câmara escura numa folha de prata sobre uma placa de cobre) até imagens muito recentes. Neste livro, você vai viver o passado e o presente, o monumental e o cotidiano, objetos e pessoas. As imagens, captadas por fotógrafos famosos (Daguerre, Marville, Atget, Lartigue, Brassaï, Kertész, Ronis, Doisneau, Cartier -Bresson e muitos outros), mas também por fotógrafos anônimos, tentando entender um pouco do “ar parisiense” um instante de poesia, mesmo assim particular, que emerge das rochas e os habitantes de uma cidade em mudança perpétua, que ao longo dos anos inspirou inúmeros escritores e artistas.

Os crimes de Paris
2013 – Dorothy e Thomas Hoobler

Paris, nos primeiros anos do século XX, vivia o auge de seu prestígio cultural e de sua pujança econômica. As mudanças urbanas realizadas nas décadas anteriores, a expansão do comércio de luxo e o desenvolvimento técnico-científico fizeram da cidade um modelo de excelência, beleza, divertimento e inovação. Paris era o centro do mundo e o coração da modernidade. Para a capital francesa, convergiam escritores, artistas e cientistas de toda parte, a fim de desenvolver seus trabalhos em um ambiente cultural fervilhante e de se tornar conhecidos internacionalmente.

A Belle Époque parisiense, entretanto, também foi um tempo de violência e de medo. A cidade vivia sob a persistente ameaça de bandidos de toda espécie: falsários, ladrões, assassinos em série e quadrilhas de assaltantes – como os apaches, que roubavam os passantes à luz do dia. Além deles, havia os grupos anarquistas que sonhavam destruir o capitalismo com ações violentas – como o bando de Jules Bonnot, o primeiro a utilizar o recém-inventado automóvel para escapar de um assalto a banco.

A partir de um dos crimes mais espantosos da época, o roubo da Mona Lisa do Museu do Louvre, em 1911, Dorothy e Thomas Hoobler percorrem os dois lados de Paris – o luminoso e o obscuro – e constroem para o leitor um painel tão completo quanto fascinante desse período.

Não são, no entanto, apenas os intrépidos e cruéis bandidos que têm lugar na obra. Do lado da lei, emergem como protagonistas os principais inventores da criminologia moderna, como Alphonse Bertillon, que introduziu a antropometria e a fotografia da cena do crime, e o croata-argentino Juan Vucetich, pioneiro da adoção das impressões digitais na identificação de criminosos.

Os crimes de Paris consegue ainda a proeza de apresentar um vasto panorama histórico-cultural do final da Belle Époque por meio de uma narrativa feita de suspense e emoção, com sucessivas descobertas e surpresas.

Obs. Não coloquei link de compra para as obras citadas pois este artigo não tem objetivos comerciais mas se você gostou, faça uma busca pelo título do livro no Google que você poderá escolher sua livraria preferida e fazer sua aquisição.

Quer deixar sua sugestão livros sobre este tema? Compartilhe conosco nos comentários.

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