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10 curiosidades sobre Napoleão que você (provavelmente) não conhecia

18 de agosto de 2017

Histórias sobre Napoleão Bonaparte não faltam. Não é para menos: de jovem aspirante militar a Imperador, Napoleão colecionou histórias, conquistas e muitos inimigos. Reuni aqui, 10 curiosidades sobre uma das figuras mais emblemáticas de todos os tempos. Pesquisei por sites especializados e biografias em diversos idiomas. Algumas das coisas citadas, até hoje não se sabe se são histórias reais ou lendas que foram alimentadas até os dias atuais. Vamos a elas:

1 – Josefina, a primeira escolhida

A primeira mulher de Napoleão foi Josefina de Beauharnais, ou Marie Josèphe Rose Tascher de la Pagerie. Consta que o imperador gostava tanto dela que adotou os filhos do seu primeiro casamento como se fossem seus. Reza a lenda que na noite de núpcias com Josefina, Napoleão foi atacado pelo cãozinho de estimação dela, que lhe mordeu a perna.

2 – A decepção de Beethoven

Provavelmente em 1802, ao terminar a Terceira Sinfonia, Beethoven colocou-lhe o título de “Buonaparte”, seguido do subtítulo “para celebrar a memória de um grande homem”. O nome permaneceu até 1804, quando Napoleão coroou a si mesmo diante do papa, na Catedral de Notre Dame, provocando um acesso de fúria em Beethoven, que achou aquilo um ato de tirania. O músico arrancou o nome de Napoleão do topo da partitura, rasgou o papel em dois e o jogou no chão. Depois, rasurou o título da folha de rosto da obra, que foi renomeada para “Eroica” (vídeo acima).
Como mostra a biografia de Beethoven: “A Música e a Vida”, do americano Lewis Lockwood, o compositor nutria grande admiração por Napoleão Bonaparte, mais por sua vida que por suas conquistas. “Assim como ele próprio, Napoleão tinha origens humildes e conseguira ascender graças ao talento”, afirma Lockwood.

3 – O Imperador contra as minorias

O imperador é considerado por Claude Ribbe, autor do livro “Os crimes de Napoleão”, como um dos precursores da filosofia de Hitler. Segundo o escritor, o francês proibiu militares negros de morar em Paris, barrou casamentos entre raças diferentes e revogou a abolição da escravatura nas colônias. Ele também teria criado campos de concentração na Córsega e na ilha de Elba.

4 – Responsável por milhões de mortes

Suas batalhas para conquistar a Europa causaram um número assustador de mortes. Calcula-se que o total de baixas nos conflitos napoleônicos, entre civis e militares, fique entre 3,5 e 6,5 milhões. Esses números têm relação direta com os exércitos gigantescos do Imperador. Só para invadir a Rússia, ele reuniu 650 mil homens – um terço dessa força lutou em Borodino. Na maior vitória e na maior derrota, respectivamente em Austerlitz (imagem acima) e em Waterloo, eram cerca de 70 mil homens reunidos.

5 – Nunca desfilou pelo Arco do Triunfo

O Arco do Triunfo, é parada turística obrigatória para quem visita Paris. Mas nem todo mundo sabe que os desenhos do monumento fazem referência a batalhas travadas pelas tropas napoleônicas. O arco começou a ser construído em 1806 quando o exército francês fazia uma campanha militar para lá de bem sucedida. No ano anterior, o império conquistou uma de suas principais vitórias na Batalha de Austerlitz, numa região que corresponde à atual República Tcheca. Nesse confronto, o exército francês venceu as tropas austro-russas, apesar de ter menor número de soldados que o inimigo. Os historiadores consideram a batalha uma obra-prima tática de Napoleão, o que evidenciou sua genialidade como estrategista militar. No monumento, podemos ver gravados os nomes de 128 batalhas e 558 generais. Os nomes grifados são os que morreram em batalha.

Veja aqui a lista com todos os nomes de militares que constam no Arco do Triunfo

Apesar de ter planejado a homenagem, Napoleão nunca chegou a ver o Arco do Triunfo pronto. A obra só ficou pronta em 1836, 15 anos após a morte do imperador e 21 anos após a derrota em Waterloo.

Leia nosso artigo sobre o Arco do Triunfo

6 – O chapéu que pagava a conta do bar

Dos 120 chapéus que o imperador usou durante seu governo, apenas 19 tiveram o destino conhecido. Boa parte deles está em coleções particulares na França e inacessível ao grande público. Um dos exemplares pode ser apreciado no Café Le Procope, em Paris, considerado o café mais antigo no mundo, onde o jovem General Napoleão Bonaparte (ainda um ilustre desconhecido), costumava deixar seu chapéu como garantia de que voltaria para quitar a dívida (pelo jeito já existia o “fiado” naquela época). Como o chapéu ainda está lá, exposto na entrada do restaurante, consideramos que o último drink não foi devidamente pago. Em 2014, um chapéu de duas pontas, usado por Napoleão, foi leiloado por 1,89 milhão de euros.

Leia nosso artigo sobre o Le Procope e o coloque em seu próximo roteiro

7 – O primeiro (e único) livro de Napoleão

Napoleão era um homem de muitos talentos. Além de ser um brilhante líder militar, estadista, legislador e reformador, foi também escritor – ele escreveu um romance intitulado Clisson et Eugenie. No entanto, esse romance de apenas 9 páginas, foi montado a partir de vários rascunhos e publicado apenas em 2008. Napoleão escreveu o romance, inspirado no seu relacionamento fracassado com a futura rainha da Suécia Desidéria Clary, quando ele tinha apenas 26 anos de idade. Em 2007, os manuscritos originais desta obra foram leiloados em Paris por 24 mil euros.

8 – Vítima dos tablóides ingleses

Durante a expedição militar no Egito em 1798, (veja gravura acima, assinada por Jean-Léon Gérôme) Napoleão foi informado sobre o caso de adultério de sua amada esposa Josefina com o Tenente da Cavalaria Francesa, Hipólito Carlos. Não é preciso dizer que ele ficou furioso. Napoleão escreveu a seu irmão José Bonaparte, futuro Rei de Nápoles, da Espanha e das Índias, revelando sua decepção pela infidelidade de Josefina. A carta, não se sabe como, foi parar nas mãos de alguns tabloides britânicos e logo, Napoleão teve sua vida amorosa revelada por toda a Europa. Ainda bem que não existia internet naquela época.

9 – Morte ainda é um mistério

O Imperador morreu no dia 5 de maio de 1821. A causa da morte pode ter sido um câncer no estômago originado por uma úlcera. Uma outra versão sobre a morte de Napoleão diz que ele teria sido envenenado com arsênico pelo médico francês Francesco Antommarchi, que o estava tratando. Antommarchi era um anatomista que pouco entendia de doenças. Isso acabou irritando o paciente, que o recebia a cusparadas e insultos. Essa versão dos fatos nunca foi comprovada.

10 – Até hoje, todos o reverenciam em sua tumba

Conta-se que sua tumba, no Hôtel des Invalides, foi planejada para que os visitantes, para vê-la, precisariam baixar a cabeça como forma de reverência ao Imperador alí sepultado, por isso sua cripta foi estrategicamente posicionada bem abaixo da linha dos olhos do público. Quando estiver em Paris, faça o teste…

Conhece mais alguma curiosidade sobre Napoleão? Compartilhe conosco nos comentários.

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